AikiResenha com Lanuza Cavalcanti

Destacado

Idade: 55 anos

Tempo de treino: 4 anos

Profissão: Contadora

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Sou mulher, mãe e avó e pratico o Aikido desde o final de 2016. Com a chegada da menopausa, meu corpo começou a sentir a falta de alguns hormônios e logo entendi que precisava de um equilíbrio, encontrando-o com os treinos constantes. Fui então percebendo algumas mudanças, como a melhoria no tônus muscular, nos reflexos e percepção, algo que sentia diminuído e quase que perdido ao longo dos anos. Praticar Aikido me tornou mais próxima e conectada com o outro e me fez perceber que precisamos harmonizar para conquistar nosso equilíbrio, das pessoas e das coisas. Através do Aikido, entramos num caminho espiritual, onde não medimos força, e sim a harmonizamos, dando a ela um destino, deixando-a passar e fluir naturalmente.

Lanuza em seu exame para faixa roxa (4º kyu)

AikiResenha com Gilseli Castro

AikiResenha com Gilseli Castro

Idade: 45 anos

Tempo de treino:  8 anos

Profissão: Designer

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O Aikido e eu

Meu nome é Gilseli Castro, sou Designer e tenho 45 anos. 

Eu sempre tive uma especial simpatia pelas artes marciais em geral, e durante a minha vida pesquisei sobre o assunto, mas sempre sem a oportunidade de praticar nenhuma delas.

O espírito competitivo, e o comportamento nada apreciável de alguns professores e representantes das artes que eu pesquisava, era um desestímulo maior que a simples alocação daquela prática na minha agenda diária.  Pessoas são exemplos; maiores que qualquer ensinamento, e eu sempre me inspiro nelas!

Desde pequena, sempre tive muita energia masculina. Muito combativa e agressiva com as palavras, rígida nas ações, crítica, expansiva, queria ter o controle de tudo, e me achava autossuficiente.  Nunca me enquadrei nos gostos e comportamentos típicos do universo feminino, e isso me trouxe inúmeros conflitos na vida.

Eu nunca sabia dosar as quantidades entre o firme e o flexível, nem tampouco transitar as polaridades humanas com elegância e sabedoria, mas essa sempre foi a minha meta de vida.

O antigo endereço do Kitoji Dojo estava no caminho pelo qual eu passava todos os dias em direção ao trabalho, e eu ficava curiosa para ir até lá conhecer o que era Aikido.

Um belo dia resolvi fazer contato e marcar uma visita ao local.  Fui recebida pelo professor Marco Aurélio, e me impressionei com um professor respeitoso, didático, ético, muito dedicado aos seus alunos e à sua arte.  E isso certamente foi fundamental para reforçar minha adesão àquela prática. Eu realmente me inspiro em pessoas.

Aos poucos encontrei um grupo de pessoas tão diferentes de mim, mas com desejos implicitamente alinhados: o de promoverem melhorias em si mesmas.

E mais do que isso, ganhei amigos incríveis. 

O Aikido me conectou com meu guerreiro interno, canalizou toda minha energia Yang para uma transformação profunda e mais produtiva, me arrastou para fora do lugar onde eu não deveria estar.

Trouxe mais filosofia, mais conhecimento, expandiu a minha consciência, e com ela mais reflexão sobre a vida e o meu papel no mundo.

A jornada é longa, e quanto mais eu sei, mais eu percebo que nada sei.  Dessa forma, conheço um pouco mais sobre o quanto meu espírito precisa lapidar e eu não tenho mais pressa.  Estou onde preciso estar, e esse é o meu Caminho.

Gil – aluna Kitoji Dojo – Foto by Áthila ( Seigan Dojo Aikikai)